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O CAMINHO

Um dia, um bezerro precisou atravessar a floresta virgem para voltar a seu pasto.

Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas...

No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha torta para atravessar a floresta.

Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que fez seus companheiros seguirem pela trilha torta.

Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda,

abaixando-se, desviando-se de obstáculos, reclamando e praquejando, até com um pouco de razão...

Mas não faziam nada para mudar a trilha.

Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas uma distância que poderia ser vencida em, no máximo, uma hora, caso a trilha não tivesse sido aberta por um bezerro.

Muitos anos se passaram e a estradinha tornou-se a rua principal de um vilarejo, e posteriormente a avenida principal de uma cidade.

Logo, a avenida transformou-se no centro de uma grande metrópole, e por ela passaram a transitar diariamente milhares de pessoas, seguindo a mesma trilha torta feita pelo bezerro... centenas de anos antes...

Os homens tem a tendência de seguir como cegos por trilhas feitas por pessoas inexperientes, e se esforçam de sol a sol a repetir o que os outros já fizeram.

Contudo, a velha e sábia floresta ria daquelas pessoas que percorriam aquela trilha, como se fosse um caminho único... Sem se atrever a mudá-lo.

Muitas vezes nos chamam de ousados , chatos , cri-cri , metidos , etc. pois temos ousado por caminhos novos, pois quando nos falam que devemos seguir aquele caminho pois todos estão indo por ali e não sentimos paz no coração , buscamos a resposta do alto , os conselhos de Deus e através dEle , por Ele e com Ele à nossa frente seguimos novos desafios. Sempre digo que não devemos ser cordeiros de homens ..............., mas cordeiros de Deus ........................

A propósito, qual é o seu caminho???

Você serve a quem???????????????

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O Lenhador e a Raposa 

Existiu um Lenhador que acordava as 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro                       cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho,                           lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de                         estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.                                                                                                                      Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada.                 Os vizinhos do Lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal                           selvagem; e portando, não era confiável.
Quando ela sentisse fome comeria a criança. O Lenhador sempre retrucando                      com os vizinhos falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua                       amiga e jamais faria isso.
Os vizinhos insistiam:
- "Lenhador abra os olhos ! A Raposa vai comer seu filho."
- "Quando sentir fome, comerá seu filho ! "Um dia o Lenhador muito exausto                       do trabalho e muito cansado desses comentários - ao chegar em casa viu a                       raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada ...                            o Lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça                    da raposa ... Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço                      dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta ...
O Lenhador enterrou o Machado e a Raposa juntos. Se você confia em alguém                   e já orou e perguntou a Deus sobre isto e Ele confirmou, não importa o que os                    outros pensem a respeito e siga sempre o que diz seu coração, pois é lá que o                    Senhor vai falar e lhe mostrar . Não se deixe influenciar ...

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CORÉIA________________________________________

SUNG CHUN HYANG - Símbolo de Fidelidade

          Conta a história que na Coréia, há mais ou menos 500 anos atrás, existiam três classes sociais: os nobres, riquíssimos e influentes; a classe média, trabalhadores e agricultores e uma terceira e sofrida classe social onde se incluiam os ladrões, assassinos, açougueiros e dançarinas de cabarés. Não havia chance de passar de uma classe para outra, assim sendo, filho de rei seria rei, filho de agricultor seria agricultor e filho de açougueiro seguiria a profissão de seu pai.

          Certo dia, um jovem nobre passeando por um parque, acompanhado de seu secretário, deparou-se com uma linda jovem. Encantado por sua beleza, deixou de lado sua posição de nobre e foi conversar com a jovem que se chamava Sung Chun Hyang, filha de uma corista de boite. Descobriu onde morava e passou a se encontrar com ela, secretamente, nascendo um grande amor entre os dois jovens. Entretanto, o pai do jovem nobre, que se chamava Lee Mong Lyong, descobriu o romance proibido e, para afastar seu filho dessa moça, ordenou que ele fosse para a capital, a fim de aprimorar-se e conquistar o grande título de nobreza: Amehn Hoo Saa, que é a maior autoridade abaixo do rei (uma espécie de agente secreto de sua absoluta confiança).

PROMESSA - Lee Mong Lyong obedeceu a ordem paterna, mas antes de partir jurou a sua amada que conquistaria o título e voltaria para torná-la sua esposa pedindo que esperasse voltar, mesmo que fosse até o fim da vida, Chun Hyang ouviu a promessa apenas uma vez, o bastante para ter grande fé nas palavras de seu amor e jurar que o aguardaria retornar. Já havia passado algum tempo e muitos riam de Chun Hyang dizendo que aquela promessa fora falsa e que jamais um nobre se interessaria por uma filha de corista.

          A beleza de Chun Hyang era muito grande e logo despertou a atenção do governador que mandou chamá-la à sua presença. O governador quis possuí-la, porém, ela não o permitiu. Ordenou que cedesse mas, novamente, negou dizendo que não o faria mesmo que tivesse que morrer. O governador jamais tivera um pedido recusado, e com essa atitude a jovem ferira seu orgulho. Mandou chamar a mãe de Chun pedindo que ela persuadisse a filha a entregar-se a ele. Prometeu uma vida melhor, daria casa, terras, qualquer coisa que ela desejasse. A mãe implorou a filha para que se entregasse ao governador, mas tudo foi em vão, Chun Hyang dizia que aguardava o regresso de seu amado para se casarem.

          O governador, inconformado, deu um ultimato à jovem: ou aceitava seu pedido ou seria aprisionada e condenada à morte. Mesmo assim Chun Hyang não concordou, afirmando preferir à morte a ser de outro que não fosse Lee Mong Lyong. Assim Chun Hyang foi feita prisioneira e condenada. Chegou o dia em que seria executada. Estava fraca e abatida, porém permanecia fiel.

MENDIGO - Sua mãe estava chorando em casa, quase sem esperança, quando alguém bateu à porta. Uma grande esperança explodiu no coração, talvez fosse seu futuro genro que estava chegando com seu título para salvar sua filha. Quando a porta se abriu, seu rosto esperançoso se tansformou em olhar de espanto e desespero. Era o jovem esperado que, ao invés de influente, voltara como um pedinte, um mendigo que suplicava alimento e roupa.

          - Meu Deus, pensou a velha senhora, como pôde minha filha dedicar tantos anos de fidelidade, renegar todo conforto, esperando por ele e seu título salvador, e ele jogou tudo fora, caindo para a classe mais baixa. Num impulso, a velha o sacudiu, bateu-lhe, chorou, gritou, jogou-se no chão pensando que agora, de fato, tudo estava perdido.

          O mendigo perguntou por sua filha. Ela respondeu que estava na masmorra e que fosse até a casa do governador para ver o mal que lhe havia feito. Depois de muito esforço, Lee chega ao lugar onde se aglomerava uma grande multidão e lá, em frente ao governador, muito fraca e cansada, estava seu grande amor. Mais uma vez o governador propôs-lhe, sua vida pela fidelidade, obtendo outra recusa. Lee a tudo assistia. O governador ordenou então que ela fosse executada. De repente, do meio da multidão, ouve-se um grito. O mendigo abriu a camisa e, no seu peito, brilhou um medalhão dourado com a figura de cavalos, símbolo da mais alta autoridade, o grande agente do rei.

          Imediatamente, surgiu um exército de homens, que se disfarçaram em pessoas do povo e dominaram a guarda do governador. O mendigo subiu até o trono do governador e este, ao ver o medalhão entregou-se à guarda. A prisioneira ainda cabisbaixa, não tinha visto seu salvador. O mendigo sentado no trono do governador perguntou-lhe porque estava sendo executada, porque não se entregou ao governador, porque recusou conforto e riqueza. Esta respondeu que tinha um grande amor e recebeu um juramento e feito outro em troca e que jamais quebraria esse juramento. Então, o falso mendigo disse-lhe: - Mulher, levante a cabeça e vem até mim. A jovem lentamente levantou os olhos avistando no peito daquele homem, o brilhante medalhão real. Ao elevar um pouco mais seu olhar para o rosto do desconhecido que a salvara, nova luz brilhou em seus olhos, que se encheram de alegria. Era seu amado que voltara com o título, havia cumprido a promessa. Todo seu sofrimento foi recompensado.

FIDELIDADE - O exemplo de fidelidade de Chun Hyang é até hoje comemorado com grande festa. Na Coréia, anualmente é escolhida uma miss que tenha os traços de beleza de Chun Hyang e durante essas comemorações ela torna-se símbolo de Chun Hyang. Essa fidelidade, até os nossos dias, é modelo para o comportamento da mulher coreana.